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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

O triunfal retorno de Donkey Kong

Quando Sony e Microsoft anunciaram seus controles sensíveis a movimento, logo surgiu a dúvida do que seria do Wii. Com o grande diferencial do console sendo aprimorado pelos concorrentes, era de se imaginar que a Nintendo responderia à altura para novamente colocar seu sistema no centro das atenções.
Durante a E3 deste ano, a Big N surpreendeu todos ao reviver grandes clássicos de gerações passadas. Um novo jogo de Kirby e Metroid, além do remake de GoldenEye 007 são exemplos de que a empresa apostou em antigos sucessos para conquistar os jogadores mais nostálgicos. No entanto, quem realmente fez os saudosistas se empolgarem foi o retorno do macaco mais famoso dos games.
Quando a música-tema de Donkey Kong Country tocou no palco do evento, muitos fãs se arrepiaram. Depois de 14 anos desde o lançamento do terceiro jogo da franquia, ainda no SNES, o personagem voltava a um console principal com um game que tinha tudo para honrar suas origens.
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Desde que a Rare (estúdio responsável pelos jogos de Super Nintendo) foi vendida para a Microsoft em 2002, a série não recebeu um título do porte do personagem. Por mais que Donkey Konga e Jungle Beat fossem divertidos, não conseguiram repetir o sucesso dos Countries originais.

É por isso que o “Returns” do título é tão significativo. Desde as primeiras imagens exibidas na E3, era possível ver que todos os elementos clássicos estavam presentes, desde a música até os elementos de jogabilidade.
Para a alegria de todos, Donkey Kong Country Returns é exatamente tudo aquilo que queríamos reviver. Para a geração que cresceu arremessando barris, a nova aventura do gorila é um espetáculo de nostalgia que consegue reproduzir toda a diversão da década de 90.
Retro Studios, também responsável pela série Metroid Prime, soube aproveitar bem a joia que tinha em mãos. Ao adicionar novos recursos para melhor se adaptar ao Wii, mas sem fugir das raízes do original, a desenvolvedora conseguiu criar um game capaz de agradar quem desconhece o personagem e até velhos conhecidos do primata. Para estes, a diversão já começa no instante em que você coloca o disco no console e ouve os primeiros acordes da melodia florestal: é a certeza de que DK teve um retorno triunfal.
APROVADO
Um cacho de recordações
Se você já é fã de Donkey Kong, prepare o fôlego: todos os elementos que tornaram a série em um clássico das gerações passadas estão presentes. Não como um simples detalhe ou passagem somente para agradar aos fãs, mas como um game que realmente conseguiu ser fiel às origens.
Basta ver a animação inicial, quando DK vê seu estoque de bananas sendo roubado por animais hipnotizados. Ainda que haja uma diferença significativa no enredo, a essência continua a mesma. Além disso, a presença de Diddy Kong apenas corrobora esse ar nostálgico da aventura.
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O grande destaque de Country Returns, no entanto, é a jogabilidade. O título mantém-se fiel aos jogos do SNES, com um sistema de plataforma em mundos bastante variados. Os barris, letras e Banana Coins espalhados pelas fases estão novamente presentes e trazem um desafio a mais para quem é louco por coletar todos os objetos.

Alguns personagens também dão as caras, como o velho Cranky Kong, que volta a ajudar o jogador com dicas, além de oferecer vários itens para ajudar na aventura. Outros animais, como o rinoceronte Rambi e o papagaio Squawks são outros que retornam para ajudar o gorila.
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O visual das fases está semelhante aos títulos anteriores. É impossível não reconhecer os locais, seja na tela de seleção de níveis ou na visita à árvore de Donkey. O mesmo acontece com a trilha sonora, que desde os primeiros momentos mostra-se como um artifício a mais para conquistar os fãs de longa data.

Essas repetições, no entanto, estão longe de ser um reaproveitamento de material. Como dito anteriormente, são elementos colocados em cena exatamente para tornar a experiência o mais próximo possível do original. Nada está ali apenas para alegrar os jogadores antigos, mas por realmente fazerem parte do universo de Donkey Kong Country. Assim, se estamos revisitando a ilha, nada mais justo do que reencontrar velhos conhecidos.
Novas macaquices
Apesar de tentar recriar o espírito de seus antecessores, Donkey Kong Country Returns possui novidades significativas. Além do visual melhorado, o personagem agora possui novas habilidades que vão ajudá-lo a vencer obstáculos e encontrar itens escondidos.
Se a cambalhota era a única arma para atacar inimigos, agora Donkey consegue utilizar a força bruta para socar o chão e deixar os adversários atordoados. Basta sacudir o controle para que o gorila execute o movimento. Já abaixado, ele utiliza seu fôlego para assoprar flores e outros objetos.
Esses dois comandos são fundamentais na jogabilidade, principalmente para encontrar objetos ocultos. Eles são suas principais ferramentas para interagir com o cenário, seja para destruir uma plataforma ou apagar velas que habilitam algum tipo de segredo. As novas macaquices também são necessárias para derrotar a maioria dos chefes.
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Há também um sistema diferenciado de controles, que pode ser adaptado ao estilo que o jogador preferir. O básico utiliza o Wiimote na horizontal, como um joystick clássico. Apesar de pouco anatômico, é o intuitivo e simples de utilizar.

Entretanto, o Nunchuck conectado faz com que o game automaticamente faça a troca e você assuma o comando do personagem com os dois controladores. O diferencial dessa forma é que ela é muito mais divertida, já que é preciso movimentar as duas mãos para realizar as pancadas no chão de Donkey Kong.
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Da mesma forma que já acontecia na franquia Super Mario Bros, agora é possível utilizar itens antes de entrar em cada fase. A mecânica é exatamente a mesma e traz desde vidas extras e até um indicador de itens escondidos como algumas das opções disponíveis.

Dificuldade na medida
Uma das principais críticas aos games atuais está na falta de desafios. Para atrair um público mais abrangente e menos hardcore, as desenvolvedoras deixaram os jogos muito mais fáceis. Sendo assim, basta um pouco de tempo para terminar qualquer título.
Porém, ainda na época do Super Nintendo, as aventuras do gorila sempre estiveram um nível acima da média quando o assunto era dificuldade. Quem nunca tentou obter os lendários 105% em Donkey Kong Country? Além disso, era preciso muita paciência e determinação para conseguir seguir em frente em estágios mais avançados.
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Em Returns isso está novamente presente. Apesar de deixar o personagem um pouco mais resistente a ataques inimigos, ainda é necessária muita habilidade para alcançar determinados pontos.

O maior exemplo disso são os barris explosivos que arremessam o macaco entre as plataformas. Em vários momentos é preciso passar de um para outro em um instante exato, caso contrário será jogado para a morte certa. Ainda que pareça simples na teoria, é bastante complicado na prática.
Exigir precisão é algo bastante recorrente e não somente no arremesso de macaco. A necessidade do timing correto está presente em várias outras fases, como nas que Donkey precisa controlar um carro dentro de uma mina. Ir para o próximo nível sem morrer é uma missão para poucos.
Trabalho em equipe
O modo multiplayer não é novidade em Donkey Kong Country Returns. Desde o primeiro jogo já era possível chamar um amigo para se divertir coletivamente. Porém, o sistema era um tanto quanto limitado, já que o segundo jogador assumia somente o personagem secundário quando o protagonista concedia a permissão.
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A grande inovação está no método cooperativo, em que ambos os players jogam simultaneamente. O funcionamento é bastante parecido com o de New Super Mario Bros. Wii, em que os dois primatas podem se ajudar durante a fase, seja para alcançar uma plataforma elevada ou para ultrapassar algum obstáculo mais complicado.

No entanto, esse sistema traz alguns problemas, como será abordado posteriormente. Apenas para adiantar, no modo single player, Diddy Kong serve apenas como uma vida extra a Donkey, já que sua presença é meramente ilustrativa. Em outras palavras, a colaboração é o grande enfoque do game, o que pode causar estranhamento em quem preferir jogar sozinho.
REPROVADO
Onde eu já vi isso antes?
Ainda que Donkey Kong Country Returns possua vários mundos a serem explorados, é impossível não perceber uma clara repetição durante as fases. Mesmo que cada estágio possua alguns desafios diferenciados, o visual de todas elas é muito semelhante. Sabe aquela sensação de que você está jogando o mesmo nível diversas vezes? É o que acontece em muitos momentos em Returns.
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Apesar de a repetição ser um risco que todos os games sidescroll correm, é preciso encontrar uma forma de fugir do lugar comum. Jogos protagonizados pelo Mario, por exemplo, apostam em diferentes estilos de fase, enquanto os antigos Donkey Kongs ofereciam ambientes diversificados, como embaixo da água ou em navios.

Já no novo título isso não é tão frequente assim. O primeiro mundo vai trazer, em sua maioria, ambientes florestais, da mesma forma com que o segundo o leva a uma praia e o terceiro, às ruínas. A única diferenciação está no design e posicionamento dos objetos, mas o restante é extremamente parecido.
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É claro que existem exceções. Há situações muito divertidas e variadas, como a da praia ao pôr do sol, a mais bonita e criativa de todo o game. As partes em que é preciso se esconder atrás de rochas para escapar de tsunamis também são interessantes e lembram os momentos em o Batman precisava fugir dos olhos do Espantalho em Arkham Asylum. O problema é que cenas assim são bastante raras.

Voa, Diddy Kong, voa!
O modo multiplayer de Donkey Kong Country Returns é um dos grandes destaques do game. Chamar um amigo para assumir o papel de Diddy Kong e trabalhar em conjunto é realmente divertido e traz novas experiências e possibilidades às fases. No entanto, quem for jogar sozinho pode se decepcionar.
Os títulos anteriores da série permitiam que o jogador alternasse de personagem no meio da partida. Como cada macaco possuía uma habilidade específica, a mudança de jogabilidade dava aos níveis uma maior variedade. Porém, isso não existe em Returns.
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Ainda que Diddy esteja disponível no single player, sua presença é meramente ilustrativa. Ao libertá-lo do barril, ele fica pendurado nas costas do gorila durante o estágio inteiro, sem que você possa arremessá-lo ou controlá-lo. Sua única função é dar energia extra a Donkey e servir como uma espécie de jetpack para estender seus pulos.

Inimigos sem carisma
Donkey Kong Country Returns traz uma nova espécie de inimigos: os Tikis, uma mistura de totens tribais com instrumentos musicais. Saídos do vulcão existente no centro da ilha, eles roubam todas as bananas do gorila e hipnotizam os demais animais para transformá-los em escravos.
O problema é que, além das atitudes nada originais (quantas vezes já roubaram o estoque de DK até hoje?), os novos adversários não são nada carismáticos. Lembra-se dos crocodilos dos jogos anteriores? Pois os Tikis estão longe de repetirem a perversidade de King K. Rool e de seus Kremlings.
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Isso é bastante perceptível ao chegar aos chefes, que são criaturas controladas pelos totens. Isso faz parecer que as “terríveis” esculturas agem apenas em segundo plano e não dão a sensação de que são realmente vilões.

Além disso, eles pouco aparecem durante as fases. Basta você avançar pelos estágios para perceber que existe uma quantidade muito pequena de instrumentos espalhados pelo cenário e que a maioria dos obstáculos são animais comuns.
Para piorar a situação, a variedade de inimigos em geral é bem baixa, o que torna a aventura ainda mais repetitiva. Como cada mundo possui um bicho característico, eles são usados à exaustão. É o caso dos dois únicos tipos de caranguejo de todos os níveis litorâneos. É claro que existem algumas exceções, como as criaturas que surgem repentinamente nas ruínas, mas são raras.
VALE A PENA?
A Retro Studios parece ter adotado uma política mais conservadora na hora de desenvolver Donkey Kong Returns. Após as críticas que Metroid: Other M teve por conta das drásticas alterações realizadas, pode ter sido uma decisão acertada por parte do estúdio em manter os principais elementos do universo de Country sem grandes modificações.
Claro que isso faz com que o game fique muito mais parecido com seus antecessores do que como uma versão completamente nova. Entretanto, é preciso lembrar que essa é exatamente a grande proposta do game: recriar o ambiente clássico com apenas alguns ajustes às novas gerações. Nesse ponto, o título é fantástico.
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Donkey Kong Country Returns está para o gorila assim como New Super Mario Bros. Wii está para o encanador. Ambos os títulos são resgates da jogabilidade tradicional, com apenas algumas inovações significativas. Porém, a essência continua igualmente intacta e divertida.

Além disso, a nova aventura de Donkey é um convite a todos os fãs de longa data do personagem a revisitarem suas memórias da época do Super Nintendo. São vários elementos que fizeram história e estão de volta com as mesmas características e aparência.
No fim das contas, a Retro Studios parece ter encontrado a fórmula que transformou DK em um dos ícones da Big N. Com a clássica jogabilidade e uma dificuldade na medida, a desenvolvedora conseguiu presentear os jogadores com uma bela dose de saudosismo e provar que ainda é possível criar ótimos títulos com os mesmos elementos de três gerações atrás.

Lembra de Bomberman? Confira curiosidades da famosa franquia

Bomberman é um dos jogos mais conhecidos da história. O game foi criado por Shinichi Nakamoto, da Hudson Soft, e a primeira versão foi lançada em 1984 para o Famicom, antigo videogame de 8 bits da Nintendo. Nele, o jogador controla um robô que utiliza bombas para destruir barreiras ou explodir inimigos em inúmeros labirintos. Está com saudades? Veja curiosidades dos jogos da série Bomberman.

Os games da franquia também são populares pelas suas partidas multiplayer, permitindo disputas explosivas, sendo muito jogadas até hoje em videogames mais recentes.
Confira diversas curiosidades e polêmicas da série Bomberman (Foto: Reprodução/retrogamer.net)Confira diversas curiosidades e polêmicas da série Bomberman (Foto: Reprodução/retrogamer.net)
Bomberman e os Caçadores da Arca perdida?
Segundo Toshiyuki Takahashi, funcionário da Hudson, Bomberman foi inspirado no game Bakudan Otoko (“Homem-Bomba”, em tradução livre), jogo também da Hudson e que foi lançado em 1983 para Sharp X-1. Nele o herói vestia um chapéu similar ao de Indiana Jones, que teve seu primeiro filme lançado dois anos antes, em 1981, e usava bombas cronometradas para explodir fantasmas com formato de balão. Bakudan Otoko também foi lançado na Europa, mas foi chamado de “Eric and the Floaters” (na versão em inglês) e de “Don Pepe y Los Globos” na versão espanhola.
O game que inspirou Bomberman se chamava Eric and the Floaters na Europa (Foto: Reprodução/mentalfloss.com)O game que inspirou Bomberman se chamava Eric and the Floaters na Europa (Foto: Reprodução/mentalfloss.com)
Versão feita em 3 dias
A versão lançada para Famicom foi uma das mais bem-sucedidas da franquia Bomberman. O que poucos sabem é que o port foi feito por apenas uma pessoa e em 72 horas. O realizador da proeza? Shinichi Nakamoto.  Essa versão foi lançada em 1984 e venderia 1 milhão de unidades. Segundo relatos, o chiclete mascado por Nakamoto teria acabado, obrigando-o a mastigar diversos lápis.
Capa da versão de Bomberman lançado para NES em 1985 (Foto: Reprodução/ gamesdb.com)Capa da versão de Bomberman lançado para NES em 1985 (Foto: Reprodução/ gamesdb.com)
Esnobando a América
O primeiro game Bomberman foi lançado nas Américas apenas em 1989, muitos anos após a estreia do jogo no Japão e até mesmo do lançamento europeu. Além desse atraso, diversos games da série sequer chegaram ao “Novo Mundo”, como Bomberman Land 1, 2 e 3, Super Bomberman 4 e 5 e Bomberman ‘94.
Pinóquio dos games
Não pelas mentiras, claro! A versão original de Bomberman não tinha história alguma, fato que mudou com a chegada da versão para NES nas Américas. O manual do game para o videogame da Nintendo dizia que o herói era um robô que desejava ser humano. Segue a tradução: “Bomberman é um robô que tem a tarefa de fabricar bombas. 
Manual da versão de NES dizia que Bomberman desejava se tornar humano (Foto: Reprodução / gamesdbase.com)Manual da versão de NES dizia que Bomberman desejava se tornar humano (Foto: Reprodução / gamesdbase.com)
Assim como seus colegas robôs, ele foi colocado para trabalhar no subterrâneo de uma força do mal. Bomberman descobriu que essa era uma existência insuportavelmente infeliz. Um dia ele ouviu um rumor encorajador (…): qualquer robô que escapasse para a superfície se tornaria humano. Bomberman agarrou a oportunidade, mas fugir não se provaria uma tarefa fácil”.
Herói de Lode Runner
Lode Runner foi um jogo criado pela finada Broderbund e posteriormente portado para NES pela Hudson. O que poucos sabem é que essa versão tem mais a ver com o robô que lança bombas do que imaginamos. No fim de Bomberman no NES/Famicom, o herói consegue realizar seu sonho e virar humano, passando a ser chamado de “Runner”. 
O herói de Lode Runner do NES era a versão humana de Bomber Man (Foto: Reprodução/usgamer.net)O herói de Lode Runner do NES era a versão humana de Bomber Man (Foto: Reprodução/usgamer.net)
Nos créditos da versão japonesa do game era exibida a frase “Parabéns – Bomber Man se tornou Runner – Vemos você novamente em Lode Runner”. Nesse jogo o herói possui uma espécie de varinha mágica que fazia buracos no chão, usando tal ação para matar os inimigos – que tinham visual de robôs – e conseguir recuperar todos os tesouros.
Quase 100 jogos
Segundo dados do site Mental Floss, foram lançados até hoje cerca de 92 games da franquia Bomberman, totalizando 10 milhões de unidades vendidas – sendo 1 milhão apenas do primeiro jogo. Foram 34 edições para videogames da Nintendo, e versões para diversos computadores e dispositivos móveis.
Dynablaster
Na Europa a série Bomberman é também conhecida pelo nome Dynablaster. Isso por que alguns games da série foram lançados no continente com esse nome como os primeiros dois jogos e o spin-off Atomic Punk. Outra curiosidade: alguns desses títulos foram distribuídos na Europa pela Ubisoft, como pode ser visto na imagem abaixo.
Alguns games da série Bomberman foram lançados na Europa com o nome Dynablaster (Foto: Reprodução/GameFaqs.com)Alguns games da série Bomberman foram lançados na Europa com o nome Dynablaster (Foto: Reprodução/GameFaqs.com)
Anime
Bomberman já teve algumas aparições em desenhos japoneses. Uma dela foi no episódio 69 de Bleach, em que uma versão de pelúcia do personagem aparece em uma máquina. Também deu as caras em um episódio de Death Battle, em que aparecia disputando uma batalha contra Dig Dug. Em 2002 foi lançada a série Bomberman Jetters, que tinha 52 episódios e deu origem à dois mangás e três jogos. No desenho os Jetters são policias intergaláticos que devem proteger alguns itens de ladrões.
Capa do game de GBA baseado no desenho Bomberman Jetters (Foto: Reprodução / GameFaqs.com)Capa do game de GBA baseado no desenho Bomberman Jetters (Foto: Reprodução / GameFaqs.com)
Bomberman Branco e Preto
O Bomberman Branco é chamado de Shirobon no Japão (mesmo nome do personagem do animê).  Também é chamado de ”Cheerful White” (em Bomberman Land Touch!) e “Bomber John” (em Bomberman Touch). O Bomberman Preto era o inimigo do Branco nos primeiros games. Segundo a história do game, essa atitude “maligna” foi ocasionada por um erro de programação do robô. A partir de Super Bomberman os dois personagens  se tornaram aliados e passaram a lutar juntos contra os inimigos.

Super Mario: veja as maiores curiosidades sobre a famosa franquia

Super Mario é o mascote mais popular da Nintendo. Com 29 anos de história, o personagem já estrelou dezenas de jogos, entre eles os da série principal, Super Mario Bros., e também spin-offs, como Mario Kart, Super Smash Bros. ou até mesmo Mario Tennis. Confira algumas das curiosidades sobre sua saga, abaixo, e conheça mais do famoso herói:

Super Mario: veja curiosidades sobre a série (Foto: Divulgação)
Super Mario: veja curiosidades sobre a série (Foto: Divulgação)
Mario X Kong
Super Mario não estreou nos videogames em um jogo próprio. O herói foi criado por Shigeru Miyamoto para ser o principal inimigo de Donkey Kong, no fliperama de mesmo nome. Mario, chamado na época de “Jump Man”, tinha a missão de resgatar a princesa das garras do macacão.
Mario era a estrela em Donkey Kong (Foto: Divulgação)Mario era a estrela em Donkey Kong (Foto: Divulgação)
O jogo era bem simples e funciona como um tipo de plataforma único. Era preciso subir diversas vigas e evitar os obstáculos para derrotar Donkey Kong e salvar a princesa. O sucesso, claro, veio facilmente e ajudou a criar a série principal.
Boné ou cabelo?
O chapéu de Super Mario foi criado na época para conter um outro tipo de problema. Originalmente, as limitações dos gráficos em 8-bit não permitiram a Miyamoto, designer do personagem, criar um cabelo bem-feito.
O chapéu é um dos símbolos da Nintendo, hoje (Foto: Divulgação)O chapéu é um dos símbolos da Nintendo, hoje (Foto: Divulgação)
Por conta disso, Miyamoto decidiu inserir no herói uma boina vermelha, evitando assim a criação de um cabelo que certamente teria ficado mal feito, devido às limitações gráficas, e criando um dos ícones mais famosos dos videogames de todos os tempos – mesmo que sem querer.
Bowser bonzinho
Bowser, o grande vilão de toda a série de Super Mario, nem sempre foi um "malvadão" de primeira. No game Super Mario RPG, para Super Nintendo, ele se alia ao seu maior inimigo, em prol de um objetivo em comum.
Bowser muda de lado em Super Mario RPG (Foto: Divulgação)Bowser muda de lado em Super Mario RPG (Foto: Divulgação)
Na ocasião, Bowser tem seu castelo invadido por uma entidade mais forte e é expulso de lá. Assim, ele precisa da ajuda de Mario e seus amigos, para não apenas reconquistar o castelo, mas também restaurar a ordem do Reino do Cogumelo.
Mario, antes de Mario
Antes mesmo do primeiro Super Mario, o personagem estrelou outro jogo que não levava seu nome: Wrecking Crew, para o Nintendinho 8-bits. O nome fazia referência ao trabalho do personagem no jogo: basicamente demolir locais e chegar a um objetivo. Os jogadores controlavam Mario ou Luigi, dependendo da escolha de quem seria o primeiro e quem seria o segundo.
Wrecking Crew (Foto: Divulgação)Wrecking Crew (Foto: Divulgação)
Em Wrecking Crew o próprio Mario está com um visual um pouco diferente do que estamos acostumados, apesar de manter a característica roupa vermelha, bigode e seu boné da mesma cor da roupa. O herói também usa um martelo destruidor para limpar o caminho.
O 'pior filme de todos os tempos'
Super Mario já virou filme! Em 1993, uma adaptação para os cinemas foi lançada, estrelada por Bob Hoskins no papel de Mario e John Leguizamo como Luigi. A história era um pouco mais realista e mostrava os dois irmãos lutando contra King Koopa, a versão cinematográfica de Bowser.
Mario, Daisy e Luigi no filme de 1993 (Foto: Divulgação)Mario, Daisy e Luigi no filme de 1993 (Foto: Divulgação)
O filme foi considerado um fracasso e no estilo “lado B”, com efeitos especiais de baixa qualidade, mesmo para a época, e cenas dignas de novela, como o romance entre Luigi e a princesa Daisy. Até mesmo personagens como Toad e Yoshi ganharam versões para as telonas nesta produção, mas todas com interpretações realistas e que em nada lembram suas versões originais nos games. Melhor não querer assistir!
Donkey Kong, ou melhor, Popeye
Lembra do Donkey Kong, o primeiro jogo estrelado por Mario, citado mais acima? Ele seria um jogo do Popeye, o famoso marinheiro que come espinafre. Porém, a Nintendo não conseguiu os direitos autorais do herói e resolveu produzir uma aventura original.
Mario ou PopEye, quem seria o melhor? (Foto: Reprodução)Mario ou PopEye, quem seria o melhor? (Foto: Reprodução)
Por conta deste embargo de direitos, Mario ganhou vida e substituiu Popeye como o herói da aventura. Além disso, Olívia Palito seria a heroína em perigo, mas foi substituída pela princesa Pauline (na época chamada assim).
Inspirações no mundo realista
Muitos personagens, figuras e inimigos em Super Mario foram inspirados por elementos do mundo real de forma bem próxima. Um destes exemplos é o inimigo Chain Chomp, aquela bola com uma boca que fica presa em uma corrente.
O Chaim Chomp, temido por Miyamoto (Foto: Reprodução)O Chaim Chomp, temido por Miyamoto (Foto: Reprodução)
De acordo com Shigeru Miyamoto, criador da série, o Chain Chomp foi inspirado por um cachorro da vizinhança em sua infância, que ameaçava correr atrás dele, mas que estava preso por uma corrente, assim apenas avançava de forma limitada – da mesma forma que ocorre com o monstro.
Super Mario Galaxy em 2000
Super Mario Galaxy, o primeiro game do personagem no Wii, foi inspirado por Super Mario 128, uma demonstração técnica exibida pela Nintendo em um evento no ano 2000. Naquela época, a ideia era mostrar como seria um novo game de Mario, mas o projeto nunca saiu como planejado.
Super Mario 128, em 2000 (Foto: Reprodução)Super Mario 128, em 2000 (Foto: Reprodução)
Super Mario 128 seria uma sequência direta de Super Mario 64 e mostrava um monte de cópias do personagem andando por um cenário circular. As cópias extras não chegaram em Super Mario Galaxy, mas os cenários circulares são algumas das principais novidades do game.
Mario mora no Japão
Em Super Mario Bros. 3, de Nintendinho, um dos mapas vistos no game tem seu formato inspirado no mapa do Japão, de uma ponta a outra, ainda que de forma mais contida e com alguns pequenos detalhes diferentes.
Similaridades nos mapas (Foto: Reprodução)Similaridades nos mapas (Foto: Reprodução)
Além disso, no mapa dentro do jogo, há um castelo que fica na mesma localização onde é Kyoto, local que, por um acaso, abriga a sede da Nintendo. Nada mais justo, afinal, a empresa é originalmente japonesa, bem como o criador de Mario.
A nova princesa
Lançado em 1989 para o Game Boy, Super Mario Land foi o primeiro game da série a ser produzido sem o envolvimento de Shigeru Miyamoto. Além disso, foi nele que também tivemos uma nova princesa em apuros: Daisy, no lugar de Peach.
Daisy e Peach, hoje conhecidas pelos fãs (Foto: Divulgação)Daisy e Peach, hoje conhecidas pelos fãs (Foto: Divulgação)
Vale lembrar que Daisy também foi utilizada no longa-metragem de Super Mario, pouco tempo depois. O mais curioso é que a personagem nunca foi tão famosa e só recentemente ganhou mais atenção nos games, como na subsérie Mario Kart.